Dizer adeus é difícil, né? Acho que é por isso que gostei de ter vindo tão rápido: foi indolor, em termos. E mesmo quem estava lá no aeroporto, me olhando desaparecer entre a parede e o detector de metais, não ouviu "adeus". Ouviu "até mais". Eu queria ter podido dizer "até mais" para outras pessoas, mas elas insistem em transformar estes momentos em despedidas cheias de lágrimas em que a garganta da gente fica ardendo com a vontade de chorar.
"O que será que tem de errado nesse site? Onde diabos estão os horários dos ônibus? Báh, tenho que entender isso até segunda. DROGA."
O Rafael Carvalho foi uma mão na roda. Me aproximei tanto dele. Lá em São Paulo foi simplesmente indescritível, mas ele ter vindo a Goiânia foi algo que superou as expectativas. Ele definitivamente me ajudou muito. Foi difícil vê-lo partir hoje cedo. Ele foi caminhando, debaixo de um sol à pino, com sua mochila e sua sacola a tiracolo. Não queria que ele fosse embora. O apartamento está vazio de formas que superam o literal, o metafórico e enfim... Coisas da minha cabeça ou não, não tenho tempo a perder. Preciso encarar as coisas sozinho daqui para frente.
"Dois travesseiros e internet! Quem diria que isso poderia trazer tanta felicidade, hein? Tô começando a sentir inveja das pessoas que ganharam o caminhão de prêmios da Utilar. (é sério)"
Onde eu estava com minha cabeça quando decidi vir para Goiânia morar sozinho? Ah é, no meu futuro. E hey!, há um lado positivo nisso tudo... mas agora eu esqueci. Acho que era o crescimento pessoal. Enfim, sempre há um lado positivo, certo? Só sei que eu tô precisando de amor, mais do que o normal. Não posso me arriscar em montanhas-russas emocionais agora. Não quero momentos ruins, ou brigas, ou críticas, ou discussões, ou cús-doces, ou surtos... Nada disso. Me desculpe por tanta exigência, mas eu preciso de amor incondicional neste momento. Porque eu sei que eu vou ter um piripaque quando eu estiver sozinho. Ok, eu confesso que tô ouvindo músicas que me deixam à beira da crise existencial. Vou parar com isso. Prometo.
"Ok, linhas 302 e 914. Ponto 1416, Praça Universitária, em frente à faculdade de Direito. Nada de horários ainda. Bosta de site. Vou ter que ligar para o 0800. Ainda bem que a Julhy existe para encontrar o número."
Perdi 6 quilos. Não me barbeio há semanas. Estou magro e com uma leve barbixa. Essa é minha tentativa de parecer ameaçador para não sofrer muito com o trote. Me disseram que medicina veterinária tem o pior trote da UFG, mas acho que dizem isso para os calouros do curso apenas. Espero do fundo do meu coração ter razão.
"Vou dormir e estrear meu lindo travesseiro novo. Mas acho que vou fazê-lo na sala: não aguento mais o ronco minha irmã."
É isso: amanhã será o último dia de férias. OMG.
Procura-se parafusos
Uma cabeça anormal, com parafusos a menos.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
A culpa é minha?
Eu sempre fui assim, moleque sonhador, cabeça alta, pés que saem do chão com uma facilidade incrível. A gravidade não se impõe à mim. Sou desses que sente "vontades de meia-noite" a qualquer hora do dia, que prefiro café gelado, que não funciono sistematicamente. Sou desses que quando está triste chora e quando não, comemora. Comemoro a condição humana do "normal". Felicidade pra mim não é estado de espírito. Felicidade pra mim tem nomes, tem cheiros, tem sabores e endereços. E são essas coisas de cotidiano que me fazem feliz. Felicidade é poder viver. Felicidade é não estar gripado. Felicidade é poder andar... A felicidade está em tudo.
Báh, eu sei que sou sonhador demais, talvez otimista demais. Me processe.
Mas tenho eu culpa de não viver olhando as coisas negativamente? Não que me falte realismo, mas eu aprendi que uma dose de esperança sempre vem a calhar. Você só precisa dar um passo para não estar no mesmo lugar, e, pensando dessa forma, seguir em frente não parece tão difícil assim, né?
Com um passo de cada vez, eu vivo a vida.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Entre, mas não feche a porta
Adoro essa sensação de frescor dentro de casa. Aromas à la qualquer coisa: cheiro do churras no quintal, a grama molhada pelo regador, aroma de fruta da mangueira defronte... Tudo vêm carregado pelo vento, até pessoas. Na minha casa, o tapete é de boas-vindas. Chegam as oportunidades, chegam as amizades, chegam os livros, as poesias... chegam os temperos dessa vida. Todos entram pela porta da frente, mas se quiserem sair, por ela também passarão. Na minha casa a porta dos fundos só serve para ir ao quintal (o do churras, lembra?).
A liberdade de trânsito é o que deixa essa sensação de frescor, onde nada se abafa. E eu fico degustando isso tudo deitado no chão, ouvindo as conversas, as risadas, alguns choros, mas as palavras de apoio logo em seguida. A minha casa é um lar, um recanto, um refugio. Todos são bem-vindos.
Portanto, ao entrar, não feche a porta.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Paula
Faz tempo que quero escrever sobre você. Faz tempo que tento encontrar as palavras para expressar o que você representa para mim hoje em dia.
Você me magoou tanto.
E não só a mim, não é verdade?
Eu nem quero tentar explicar aqui o que aconteceu. Dane-se.
Só sei que quero deixar escrito aqui que eu sempre sonho com você. Na maioria dos sonhos, você pede desculpas (desculpas sinceras, não aquelas que você distribui por aí como se fosse vítima). E então, eu, como ainda tenho alguma consideração, te perdôo. E a gente se abraça; e a gente chora; e a gente conversa muito (ainda em um abraço regado a lágrimas), tentando recuperar cada segundo perdido. Cada segundo que você usou para viver por um homem.
Era tão bom ver seus olhos arrependidos, ouvir seu discurso de quem caiu na real e que percebeu que amigos não são descartáveis.
E então, eu acordo. E vêm o amargo na boca, a queimação na garganta e a decepção. Todo dia eu me decepciono contigo. É doloroso sofrer a sua perda todos os dias. Meus sonhos denunciam esse meu louco desejo de voltar aos velhos tempos. Sonhos que se tornam pesadelos quando eu acordo.
Mas hoje aconteceu algo que me fez ficar satisfeito comigo mesmo. Eu sonhei com você mais uma vez:
"Enquanto você entrava no carro, eu abaixei a cabeça e entortei o nariz. Você me comprimentou e todos olharam para ver qual seria minha reação. Eu te ignorei. Você insistiu. Eu fingi que você não existia. Tu começastes com teu discurso sincero, de olhar arrependido, de lágrimas nos olhos...
E eu olhei para você e disse: Obrigado pelas desculpas, mas eu não quero mais te ter por perto."
Acho que a superação se aproxima. Eu torço para que ela chegue logo.
E caso esse texto venha de alguma forma parar nas suas mãos, lembre-se: eu NUNCA pedi que você me desse mais do que eu mereço, nem mais do que você pode, nem mais do que você dá a ele. Eu te pedi o mínimo. Eu te pedi apenas que você continuasse a ter uma vida em que seus amigos pudessem coexistir com seu namorado. Eu não tenho rivalidade, nem raiva, nem nada do gênero. Apenas não entendo como você deixou que alguém se tornasse tudo na sua vida, e a partir daí descartou o resto. Não se deixa de amar alguém do dia para a noite, nem morrer uma amizade de anos, e eu sei disso. Queria entender como você pôde me deixar de lado tão fácil assim.
Você me magoou tanto.
E não só a mim, não é verdade?
Eu nem quero tentar explicar aqui o que aconteceu. Dane-se.
Só sei que quero deixar escrito aqui que eu sempre sonho com você. Na maioria dos sonhos, você pede desculpas (desculpas sinceras, não aquelas que você distribui por aí como se fosse vítima). E então, eu, como ainda tenho alguma consideração, te perdôo. E a gente se abraça; e a gente chora; e a gente conversa muito (ainda em um abraço regado a lágrimas), tentando recuperar cada segundo perdido. Cada segundo que você usou para viver por um homem.
Era tão bom ver seus olhos arrependidos, ouvir seu discurso de quem caiu na real e que percebeu que amigos não são descartáveis.
E então, eu acordo. E vêm o amargo na boca, a queimação na garganta e a decepção. Todo dia eu me decepciono contigo. É doloroso sofrer a sua perda todos os dias. Meus sonhos denunciam esse meu louco desejo de voltar aos velhos tempos. Sonhos que se tornam pesadelos quando eu acordo.
Mas hoje aconteceu algo que me fez ficar satisfeito comigo mesmo. Eu sonhei com você mais uma vez:
"Enquanto você entrava no carro, eu abaixei a cabeça e entortei o nariz. Você me comprimentou e todos olharam para ver qual seria minha reação. Eu te ignorei. Você insistiu. Eu fingi que você não existia. Tu começastes com teu discurso sincero, de olhar arrependido, de lágrimas nos olhos...
E eu olhei para você e disse: Obrigado pelas desculpas, mas eu não quero mais te ter por perto."
Acho que a superação se aproxima. Eu torço para que ela chegue logo.
E caso esse texto venha de alguma forma parar nas suas mãos, lembre-se: eu NUNCA pedi que você me desse mais do que eu mereço, nem mais do que você pode, nem mais do que você dá a ele. Eu te pedi o mínimo. Eu te pedi apenas que você continuasse a ter uma vida em que seus amigos pudessem coexistir com seu namorado. Eu não tenho rivalidade, nem raiva, nem nada do gênero. Apenas não entendo como você deixou que alguém se tornasse tudo na sua vida, e a partir daí descartou o resto. Não se deixa de amar alguém do dia para a noite, nem morrer uma amizade de anos, e eu sei disso. Queria entender como você pôde me deixar de lado tão fácil assim.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Taking chances
É engraçado quando percebemos que tudo pode mudar de uma vez só, deixando de cabeça pra baixo toda a realidade que achávamos ser uma rotina imutável. E quando a graça passa, bate o desespero: e agora? Minha vida mudou, não será mais a mesma, não há mais certeza no meu futuro e tudo acabou ficando para trás.
Em 24h, eu tomei a maior decisão da minha vida. Eu decidi partir.
Oportunidades vêm e vão, e cabe a nós agarrá-las ou deixá-las ir. Minha mãe me criou para agarrá-las, meu pai me ensinou como segurá-las, e eu o fiz. Vou realizar um sonho, vou cursar medicina veterinária. O problema é que minha vaga está em Goiás. E minha vida está aqui. O maior dilema que já enfrentei.
Pensei na minha família, chorei. Não terei mais pai pra me abraçar antes de dormir, nem mãe para me fazer cafuné quando eu estiver triste. Minha irmã disse que vai comigo, mas eu não conto com isso. Sei que ela só falou isso porque tem medo de que algo dê errado, que eu me machuque e fique sem ninguém pra me abraçar e dizer "Vai dar tudo certo". Pensei nas minhas tias, meus primos, minha afilhada... Pensei MUITO na minha avó. Minha única avó. Até meu cachorro tá fazendo meu peito doer quando penso que vou partir.
Lembrei dos 18 longos anos que vivi nessa cidade, minha infância, meus amigos: os do inglês, os da escola, os do Kumon, os da natação, os da vida... Lembrei de tudo e fiquei nostálgico, quase que depressivo.
Mas entre tantas pessoas, há uma que me faz repensar tudo antes de ir. A Tayná. Minha melhor amiga, meu anjo, alma gêmea, e enfim, meu tudo. Ela é a única que me faz querer desistir, jogar tudo pra cima e ficar. Apenas ficar. Sem ela, e todo os outros que citei, parece que minha vida vai ficar sem sentido. Sempre tive um medo tremendo de perder quem amo, e me parece que, de uma vez só, vou perder a todos.
Só eu sei a vontade que tive de me jogar dentro de uma vala hoje, de madrugada, quando voltava pra casa dirigindo. Me despedi de todos, deixei lágrimas em olhos que nunca sequer quis que marejassem, e não as sequei. Me virei e deixei que rolassem as lágrimas que jorraram ao me ver ir. Eu não as sequei.
"Seu idiota, o que você está fazendo?! Você está abandonando a todos!", pensei comigo mesmo.
Mas não. Eu não estou.
É incrível como somos dependentes. Como precisamos ter as pessoas por perto, para sentir que nada vai mudar. Eu vou, mas volto. Isso será um pequeno intervalo no qual eu vou viver novas experiências, vou morar sozinho, ter independência, criar responsabilidade, aprender a me virar, cuidar de mim. Eu vou amadurecer, vou crescer, vou virar um HOMEM. Vou realizar meu sonho e me transformar em um adulto. Sei que isso passará longe de ser fácil. Mas eu preciso disso, eu sei que me fará bem.
Eu prometi que não ia chorar, mas hoje, no dia em que vou partir, escrevendo esse texto, meu rosto se molhou com rios. Cada lágrima foi para cada um que me fará falta. Mas como disse minha querida
amiga Julhy: Um adeus nem sempre é um adeus.
Definitivamente, isso não é um adeus. É um até logo.
P.S.: Tayná, hoje eu li a carta que você me escreveu quando brigamos, daquela vez, que eu disse que me afastaria de ti. A culpa me tomou e eu me senti o pior da raça humana. Me perdoa por estar fazendo isso. De verdade, eu te amo MUITO. Me espera, eu prometo que volto.
Em 24h, eu tomei a maior decisão da minha vida. Eu decidi partir.
Oportunidades vêm e vão, e cabe a nós agarrá-las ou deixá-las ir. Minha mãe me criou para agarrá-las, meu pai me ensinou como segurá-las, e eu o fiz. Vou realizar um sonho, vou cursar medicina veterinária. O problema é que minha vaga está em Goiás. E minha vida está aqui. O maior dilema que já enfrentei.
Pensei na minha família, chorei. Não terei mais pai pra me abraçar antes de dormir, nem mãe para me fazer cafuné quando eu estiver triste. Minha irmã disse que vai comigo, mas eu não conto com isso. Sei que ela só falou isso porque tem medo de que algo dê errado, que eu me machuque e fique sem ninguém pra me abraçar e dizer "Vai dar tudo certo". Pensei nas minhas tias, meus primos, minha afilhada... Pensei MUITO na minha avó. Minha única avó. Até meu cachorro tá fazendo meu peito doer quando penso que vou partir.
Lembrei dos 18 longos anos que vivi nessa cidade, minha infância, meus amigos: os do inglês, os da escola, os do Kumon, os da natação, os da vida... Lembrei de tudo e fiquei nostálgico, quase que depressivo.
Mas entre tantas pessoas, há uma que me faz repensar tudo antes de ir. A Tayná. Minha melhor amiga, meu anjo, alma gêmea, e enfim, meu tudo. Ela é a única que me faz querer desistir, jogar tudo pra cima e ficar. Apenas ficar. Sem ela, e todo os outros que citei, parece que minha vida vai ficar sem sentido. Sempre tive um medo tremendo de perder quem amo, e me parece que, de uma vez só, vou perder a todos.
Só eu sei a vontade que tive de me jogar dentro de uma vala hoje, de madrugada, quando voltava pra casa dirigindo. Me despedi de todos, deixei lágrimas em olhos que nunca sequer quis que marejassem, e não as sequei. Me virei e deixei que rolassem as lágrimas que jorraram ao me ver ir. Eu não as sequei.
"Seu idiota, o que você está fazendo?! Você está abandonando a todos!", pensei comigo mesmo.
Mas não. Eu não estou.
É incrível como somos dependentes. Como precisamos ter as pessoas por perto, para sentir que nada vai mudar. Eu vou, mas volto. Isso será um pequeno intervalo no qual eu vou viver novas experiências, vou morar sozinho, ter independência, criar responsabilidade, aprender a me virar, cuidar de mim. Eu vou amadurecer, vou crescer, vou virar um HOMEM. Vou realizar meu sonho e me transformar em um adulto. Sei que isso passará longe de ser fácil. Mas eu preciso disso, eu sei que me fará bem.
Eu prometi que não ia chorar, mas hoje, no dia em que vou partir, escrevendo esse texto, meu rosto se molhou com rios. Cada lágrima foi para cada um que me fará falta. Mas como disse minha querida
amiga Julhy: Um adeus nem sempre é um adeus.
Definitivamente, isso não é um adeus. É um até logo.
P.S.: Tayná, hoje eu li a carta que você me escreveu quando brigamos, daquela vez, que eu disse que me afastaria de ti. A culpa me tomou e eu me senti o pior da raça humana. Me perdoa por estar fazendo isso. De verdade, eu te amo MUITO. Me espera, eu prometo que volto.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Mensagem de Julhy
Sabe quando uma criança ganha um presente e quer brincar com ele 24hrs? Ela não quer dormir e nem fazer mais nada a não ser brincar com esse novo brinquedo? Eu sou assim contigo!
Você é a minha nova diversão, o meu novo grande amor!
Meu coração palpita de felicidade ao seu lado, adoro conversar com você, adoro rir com você, adoro fazer qualquer coisa com você!
Valeu tanto te conhecer.
Eu fico besta como foi rápido e intenso, porque eu já confio tanto tanto em você meu bebê... Quero você aqui perto de mim, do meu ladinho sempre!
Obrigada por me escutar todas as vezes que eu precisei e quero que você saiba que eu sempre estarei disponível para você.
Mil beijos meu amor, eu te amo muito
<3
Ass: Julhy
Você é a minha nova diversão, o meu novo grande amor!
Meu coração palpita de felicidade ao seu lado, adoro conversar com você, adoro rir com você, adoro fazer qualquer coisa com você!
Valeu tanto te conhecer.
Eu fico besta como foi rápido e intenso, porque eu já confio tanto tanto em você meu bebê... Quero você aqui perto de mim, do meu ladinho sempre!
Obrigada por me escutar todas as vezes que eu precisei e quero que você saiba que eu sempre estarei disponível para você.
Mil beijos meu amor, eu te amo muito
<3Ass: Julhy
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Báh
Eu sou gordo. Não um GORDO, nem um GORDO, muito menos um GORDO. Apenas gordo. (repeti tantas vezes "gordo" na cabeça, que a palavra ficou até esquisita) Mas todos vivem dizendo: "você é um gordo fofo" ou "tu não és tão gordo assim". De fato, sou um gordo de barriga chapada, HÁ. Mas o que me incomoda muito é minha gordura/flacidez/celulite. Na verdade, eu sempre tive um complexo muito grande com minha aparência.
Sempre fui gordo. Minha infância foi marcada por isso. Até que em meados da quinta série eu começei a fazer natação. Emagreci, e aquilo foi mágico pra mim. Mas minha avó adoeceu quando eu estava na sétima série, e eu fiquei com anorexia nervosa. Emagreci, MUITO. Eu sai de gordinho para normal, e rapidamente para esqueleto ambulante. Depois de muita reflexão, eu superei. Minha avó morreu na véspera do meu aniversário de 14 anos.
Eu sempre gostei de atividade física. Fiz capoeira, mas parei por causa de um problema no calcanhar; nadei por longos anos, mas parei por causa de um problema cardíaco que descobri em 2009; amo academia e musculação, mas tenho uma má formação óssea no úmero direito, e o osso do meu braço é praticamente todo oco. Sim, OCO.
E então eu voltei a engordar. Minhas estrias denunciam meus efeitos-sanfonas desta vida. E eis que estou aqui, em minha insatisfação eterna, malhando contra a indicação médica, tentando me tornar saudável e alcançar o dia em que eu vou tomar um banho de piscina sem camiseta.
Sempre fui gordo. Minha infância foi marcada por isso. Até que em meados da quinta série eu começei a fazer natação. Emagreci, e aquilo foi mágico pra mim. Mas minha avó adoeceu quando eu estava na sétima série, e eu fiquei com anorexia nervosa. Emagreci, MUITO. Eu sai de gordinho para normal, e rapidamente para esqueleto ambulante. Depois de muita reflexão, eu superei. Minha avó morreu na véspera do meu aniversário de 14 anos.
Eu sempre gostei de atividade física. Fiz capoeira, mas parei por causa de um problema no calcanhar; nadei por longos anos, mas parei por causa de um problema cardíaco que descobri em 2009; amo academia e musculação, mas tenho uma má formação óssea no úmero direito, e o osso do meu braço é praticamente todo oco. Sim, OCO.
E então eu voltei a engordar. Minhas estrias denunciam meus efeitos-sanfonas desta vida. E eis que estou aqui, em minha insatisfação eterna, malhando contra a indicação médica, tentando me tornar saudável e alcançar o dia em que eu vou tomar um banho de piscina sem camiseta.
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